AVC x infarto

Especialista explica as diferenças entre esses males que colocam a vida das mulheres em risco, especialmente na fase da menopausa

O acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto do miocárdio juntos são responsáveis por 29% do total das causas de morte no mundo entre a população adulta. Esse percentual fica ainda mais alto e preocupante se considerarmos que ambos os males podem ser prevenidos com a adoção de hábitos mais saudáveis e simples, como consultas médicas regulares, realização de exames laboratoriais, alimentação saudável, prática de exercícios físicos e abandono do tabagismo.

Outra atitude que pode colaborar para mudar essa estatística e a quantidade de óbitos ou de sequelas graves é saber identificar os primeiros sinais da ocorrência desses problemas. Segundo o cardiologista Sérgio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), não se pode perder tempo. “A pessoa com suspeita de AVC ou infarto precisa ser encaminhada o mais rapidamente possível a um hospital ou pronto-socorro para atendimento médico adequado”, recomenda.

Na tabela a seguir, você fica por dentro das principais diferenças entre esses males.

Acidente vascular cerebral (AVC) Infarto do miocárdio
O que é O entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. A insuficiência de sangue no coração por causa da obstrução de uma artéria coronária, ou seja, do vaso sanguíneo que nutre o músculo cardíaco.
Nome popular Derrame Ataque cardíaco
Fatores de risco – homens e mulheres Histórico familiar da doença entre parentes de primeiro grau (pais, tios, irmãos) com idade inferior a 65 anos, tabagismo, colesterol elevado, diabetes, obesidade, sedentarismo, estresse; hipertensão arterial, maus hábitos alimentares, depressão.

Mais frequente entre os homens e pessoas acima dos 60 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Entre mulheres, a incidência da doença é menor, porque o estrogênio natural (o hormônio feminino) mantém o metabolismo do sangue com menor risco para a formação de coágulos, além de favorecer o aumento das taxas do chamado bom colesterol (que varre o acúmulo de gordura nas artérias). Após a menopausa e da crescente perda de estrogênio, porém, a chance de ocorrência do AVC passa a ser igual em ambos os sexos.

Histórico familiar da doença entre parentes de primeiro grau (pais, tios, irmãos) com idade inferior a 65 anos, tabagismo, colesterol elevado, diabetes, obesidade, sedentarismo, estresse; hipertensão arterial, maus hábitos alimentares, depressão.

Mais frequente entre os homens e pessoas acima dos 60 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Entre mulheres, a incidência da doença é menor, porque o estrogênio natural (o hormônio feminino) mantém o metabolismo do sangue com menor risco para a formação de coágulos, além de favorecer o aumento das taxas do chamado bom colesterol (que varre o acúmulo de gordura nas artérias). Após a menopausa e da crescente perda de estrogênio, porém, a chance de ocorrência do infarto passa a ser igual em ambos os sexos.

Sintomas Fraqueza súbita, dor de cabeça intensa, formigamento, vertigem e alterações motoras ou sensoriais, como perda de sensibilidade em um só lado do corpo, perda de visão em um ou nos dois olhos, alterações na fala e na simetria da face e da boca. Dor aguda no peito, perto da região do estômago, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, estômago e costas; palidez; suor frio e até desmaio. A dor do infarto pode durar até 30 minutos.
Providências O paciente deve ser levado ao hospital imediatamente após surgirem um ou dois desses sintomas. O limite máximo para início do tratamento adequado e até mesmo a reversão do quadro é de quatro horas. A possibilidade de reversão do problema depende da extensão do derrame, da área do cérebro atingida e dos tipos de tratamento disponíveis. Quanto mais rapidamente o paciente for levado ao hospital para atendimento, menores serão os danos ao coração, as sequelas e o risco de morte. O intervalo entre o infarto e o atendimento médico é de três horas no máximo, sendo que o ideal é de uma hora.
Tratamentos Medicamentos, controle dos principais fatores de risco e adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Cateterismo e angioplastia em ambiente hospitalar, medicamentos e adoção de hábitos de vida mais saudáveis.
Prevenção Não fumar, manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e controlar o peso, bem como os níveis de colesterol, glicemia e estresse. Não fumar, manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e controlar o peso, bem como os níveis de colesterol, glicemia e estresse. E mais: realizar check up específico e anual, orientado por cardiologista.
Principais sequelas Pode deixar sequelas neurológicas e déficits motores irreversíveis – perda da fala, dos movimentos e do contato com o meio externo (estado vegetativo). Insuficiência cardíaca por redução da massa muscular que executa os movimentos do coração, além de cansaço, falta de ar e inchaço nas pernas.
Taxa de mortalidade A morte costuma ocorrer em 25% dos casos de AVC. A morte costuma ocorrer em 10% dos casos de infarto do miocárdio.
2018-08-15T17:50:12+00:00