Agora, é ela quem dita o ritmo

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Agora, é ela quem dita o ritmo

A analista de comunicação interna, Fernanda Masteguin, tinha só 26 anos quando seu coração chegou a 218 batimentos por minutos! Ela acordou assustada com a sensação de alguém dando marteladas em seu peito. “Pensei que fosse morrer”, lembra. Confira a história de quem precisou mudar de emprego e driblar o estresse para salvar a vida.

Tudo começou em 2008. Meu coração já dava sinais de que algo não ia bem, mas eu nem imaginava que podia ser o sintoma de um problema sério. Quando sentia a taquicardia, eu recorria à ajuda especializada em hospitais. Mas, como o sintoma passava rápido, nem dava tempo de ser avaliada. Eu ia embora e tudo ficava por isso mesmo. Naquela época, meu dia a dia passava como um turbilhão. Não tinha tempo para nada. Trabalhava e estudava, inclusive aos sábados. Morava em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e tinha o privilégio de ir a pé ao trabalho. Em compensação, precisava lidar com uma série de situações estressantes no emprego – envolvendo até grosserias – que me renderam crises de enxaqueca, hipertensão e ansiedade que só aceleravam ainda mais os meus batimentos cardíacos. Tinha tanta certeza do que me fazia mal que foi só mudar de ares na minha vida profissional que minha saúde melhorou.

Era início de 2009, e agora trabalhava a 40 km de casa, na Vila Olímpia. Longe, mas muito mais feliz. Não tive qualquer outra crise de dor de cabeça ou emocional. Infelizmente, todo aquele estresse já havia feito estrago. Lembro muito bem que era sábado, por volta das seis e meia da manhã, e meu coração batia tão rápido e forte que me acordou. A sensação era de que tinha alguém dentro do meu peito dando marteladas. Pensei que fosse morrer. E, de fato iria, se eu não tivesse corrido para o hospital. Foi assustador, quando fui levada direto para a unidade de terapia semi-intensiva de cardiologia e, depois, quando recebi o diagnóstico.

Estresse e curto-circuito

Eu tinha uma veia a mais ligada ao sistema nervoso do coração. O médico me explicou que eu poderia ter ficado velhinha e morrer sem saber da alteração. Ocorre que havia o estresse – sempre o estresse! E, no meu caso, cada vez que ficava nervosa ou ansiosa demais, acontecia uma espécie de curto-circuito que provocava a taquicardia. E mais: como cheguei ao meu limite, agora só tinha duas saídas. Ou tomar remédios pelo resto da vida ou passar por uma cirurgia. Decidi operar e foi a melhor decisão.

Hoje, aos 34 anos, levo uma vida normal. Nem remédio para hipertensão preciso tomar. Sigo a principal recomendação médica – e a que teria evitado tudo isso se eu tivesse adotado desde sempre. Passei a levar uma vida mais tranquila e a me preocupar menos com assuntos que eu não tenho o controle para resolver.

A minha rotina de trabalho continua intensa, mas estou em outro emprego, que é mais próximo de casa. Tenho tempo para praticar boxe, com o Thiago, com quem estou casada há dois anos. E, quando sobra um tempinho, ainda caminho e treino muay thai.

Meu marido é uma pessoa fantástica. Quando estou estressada, ele muda de conversa e faz piadas só para me descontrair.Temos uma pessoa que nos ajuda com o trabalho doméstico. Estudo inglês às sextas-feiras e chego tarde em casa, mas não tenho muito o que fazer, porque o Thiago já cuidou de tudo. Então, escolho algo pra assistir na Netflix e relaxo.

Passei a considerar o lado positivo das coisas. Procuro viver me automotivando todos os dias. Também não crio expectativas sobre o que não depende de mim, assim não me frustro. Isso tudo é um tremendo alívio para o estresse. E meu coração segue firme e forte, no  meu ritmo.

 

By | 2017-09-19T14:25:53+00:00 agosto 15th, 2017|Categories: Meu coração tem mais história|Comentários desativados em Agora, é ela quem dita o ritmo

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